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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Meus desfeitos



Ando sumida. E confusa também.
Coleciono sonhos e realidades.
Quero ser uma num minuto e n'outro não quero mais.
Preciso sair e depois não mais.
Tento ser e depois desisto.
Sonho e des-sonho.
Construo e desconstruo.
Sigo um caminho e depois mudo a rota.

Qual a necessidade disso tudo? Dessas incomodanças?
Eu não sei.
Hoje aceito melhor minhas falhas e desconhecimentos.
Acredito que um dia entenderei o porque de tantas
dúvidas e
incertezas e
refeitos e
defeitos.

Débora Monteiro

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sou flor,
a risada da terra
e você,
nuvem,
a timidez do céu.  
– Débora Monteiro

quarta-feira, 12 de março de 2014

Manoel e suas palavras

E aquele 
Que não morou nunca em seus próprios abismos 
Nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas 
Não foi marcado. Não será exposto 
Às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema. 

Manoel de Barros (no dia do seu aniversário - 19/12)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Paredes

Quando a gente só é prensado contra a parede
tudo na gente fica quadrado
tudo fica plano
tudo passa reto
nada
para
nada
fica
nada
conta

Quando tudo é de cimento
tudo fica cinza
é tudo rocha

quadrado é a forma
que construo
essa parede
a minha volta
para que
ninguém 
tenha que
aguentar
as minhas
abobrinhas