sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Oi



















Talvez o problema seja eu mesmo. Talvez se eu começar a aceitar todas as acusações um dia elas param de chegar, pois eu nem ligarei mais. Quando você não se importa perde a "graça".
Tem um espaço aqui dentro que um dia eu sonhei que fosse preenchido, mas talvez não seja pra ser. Talvez num futuro bem distante, eu construa a minha família e tenha três filhos. Dois é um número traumático pra mim.
Eu sempre aguentei as pontas. Nunca ninguém soube de nada. Mas de uns dias pra cá sinto que estou vazando, as pessoas estão começando a ver que eu sempre fui um rio de sentimentos em forma de gente. Uma palavra e as lágrimas ameaçam a cair. Um impasse e tudo vira rio. 
Tento não viver mais pela "preocupação" das pessoas. Se se preocuparem, bom. E se não também, eu não  estou esperando mais nada. Talvez eu deva aceitar como as pessoas são.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Rápidas percepções

Hoje eu percebi que não sou muito boa em fazer poemas, mas sim de interpreta-los. Já que tirei oito na prova de estudos da linguagem....Fiquei muito surpresa pois eu tinha escolhido o mais difícil, pelo que me falaram haha
Sou boa com ironias, acredito. Adoro dar uma de escritora e me sentir repousada pelas palavras.
Dou risada de tudo, muitas pessoas não entendem as vezes.
Estou vendo as situações mais por fora agora. Estou conseguindo pensar melhor antes de agir, é melhor pra mim no final do dia. Menos coisas pra se arrepender.
Ando gostando de outras bandas, andando com pessoas que eu nunca pensei que andaria antes e parece que eu achei meu lugar.
Sabe, umas coisas aí andam perdendo a importância pra mim e outras tomando seus lugares.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Paredes

Quando a gente só é prensado contra a parede
tudo na gente fica quadrado
tudo fica plano
tudo passa reto
nada
para
nada
fica
nada
conta

Quando tudo é de cimento
tudo fica cinza
é tudo rocha

quadrado é a forma
que construo
essa parede
a minha volta
para que
ninguém 
tenha que
aguentar
as minhas
abobrinhas


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Jogo



















Me nego a acreditar que você tenha dito aquilo. Você não estava em sí. Não, não, não. Mas você disse, você foi lá e abriu a porta para que todos os maus sentimentos batessem bem no meio da testa e me fizessem  perder a certeza.
Posso ver minha vontade de fazer isso dar certo virando a esquina lá na frente e nada me da vontade de ir busca-la e amarrar em mim de novo. Vou ficar aqui um tempo sentada olhando, sem fazer nada, e ver no que dá. 
Tudo esta a minha volta, ao alcance da minha mão. Não consigo me mexer, eu não sei exatamente o que fazer. Tudo esta rodando. Uma música antiga tocando de fundo. Tudo está claro demais, preciso dos meus óculos; meu enquadramento do mundo. The pain is staring me right at my face. Nos meus ombros, todo o peso do mundo. Minhas olheiras tornaram uma parte fixa do meu rosto, ninguém as nota mais.
Nada é de verdade.Tudo é um jogo, ou você se dedica a ele ou você perde. Eu perdi.



Pretensões



















Eu nunca tive a pretensão de estar sempre certa. Nem acredito que alguém possa acertar sempre. Nem que essa pessoa pense mil vezes antes de falar e não aja por impulso. 
Eu sou muito estranha, sei disso. Sou agora e logo depois, não sou. Sou e deixo de ser num piscar de olhos. Acho que estou crescendo, definindo o que é prioridade e o que pode deixar pra lá.
Ando decidindo onde quero ir e quem quero levar comigo. Não estou fingindo mais, estou sendo o mais clara possível. Talvez esse meu jeito de agir incomode, mas eu estou fazendo o que deveria ser feito. Estou sendo franca, agindo de verdade. 
Posso me posicionar errado as vezes, sendo acida demais. Mas aprendi que quando apanhamos demais, ou a gente aprende a bater ou nada muda. Tudo afunda mais. Você afunda mais.
Não tenho certeza de nada, não quero estar sempre certa. Na verdade...não tenho certeza de quase nada.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Eu escolhi sentir






















Hoje eu percebi que ninguém se importa. E eu me acostumei com isso, não sei se é bom ou ruim, mas me acostumei. Me pergunto se percebem o que fazem ou se fazem pois são insensíveis. 
Fico chateada quando escuto conversas fora do meu quarto e não fazem questão nenhuma de me incluir. Não gosto quando estou falando e me interrompem sem pedir licença e continuam a conversa como se eu não estivesse ali. Me pergunto se eles percebem que me fazem mal e eu não consigo mais sair do meu quarto a não ser para ir para a faculdade e tomar banho. Será que não percebem que é irritante eles rirem dessa forma quando estou em meu quarto tentando me acalmar da discussão de 5 mnts atras? Será que percebem que tudo em mim doí quando eles me insultam ou me mandam "sumir"? Acho que não.  
Quando eu fecho os olhos posso sentir cada dor de cada lugar. Sei quem colocou cada cicatriz em cada lugar. Mas ninguem consegue vê-las. São minhas, todas minhas. Cada dia aparece uma e eu me viro sozinha com ela.
Não vou mais espalhar meus problemas por ai, vou guarda-los numa caixinha e lidar com eles quando der. 
Percebo que minha necessidade de sair daqui - nem que seja por uns meses - é mais do que necessário. Esta virando minha unica prioridade. 
Eu acho que a parte mais triste de tudo isso é a pessoa ser alheia as minhas lagrimas e aos meus apelos. Você esta tentando achar uma solução e a pessoa esta pra lá e pra cá, fazendo tudo, menos te escutando. 
Deixar de se importar é complicado. Se acostumar com a frieza é tudo o que eu menos quero. Não quero me tornar alheia, não quero passar pisando nas pessoas e não perceber. Não quero deixar tudo isso afetar quem eu sou/quero ser.
Sinto que estou desaparecendo. Deixando de existir assim como Macabéa. Estou aqui, me encarando em um espelho enferrujado, perguntando-me se existo mesmo ou se sou inventada. 
PS: Desculpe-me regras sintáticas, Othon Moacyr Garcia e afins. Não estou muito ligada a regras ou clareza hoje.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cocker-spaniels



















Os cocker-spaniels costumam apresentar um comportamento trágico, porque, entre todos os cães ou cachorros, talvez sejam os que mais se preocupam com o futuro. Um verdadeiro cocker-spaniel costuma varar noites fazendo planos e tentando prever o que vai acontecer. Se acham que vai acontecer isto, fazem aquilo.Se acham que vai acontecer aquilo, fazem isto. Em vez de viver o presente, andam de cabeça quente, aflitos com a saúde, pensando em doenças que podem pegar, em acidentes que talvez aconteçam, em dividas, perigos, imprevistos, assaltos, incêndios, terremotos e todo tipo de desgraça. Talvez por essa razão acabem perdendo o cabelo, engordem muito e e vivam com a testa franzida e um ar de eterna preocupação. Essa espécie que late raramente abana o rabo, não consegue sentir prazer com quase nada, não gosta de comemorar, de dançar, nem de brincar, e muito menos de receber e visitar amigos. Normalmente, os cocker-spaniels ficam de cabelo branco antes do tempo, adquirem tiques nervosos, os olhos inflamam por causa das noites passadas em claro e, no fim, tornam-se vitimas de reumatismo, enxaqueca, espinhela caída e caduquice precoce. Jovens ainda, esses cães ou cachorros enterram ossos no jardim, depois esquecem onde os enterram, ou então ficando latindo quando não aconteceu coisa alguma. 

Ricardo Azevedo.