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domingo, 26 de abril de 2015

Sobre escolhas


Quanto tempo um coração continua amando alguém sem ganhar nenhum estimulo, ou que seja uma pontada de esperança? Quanto tempo um coração continua perseverante quando todas as setas apontam para o final?
Nós, estúpidos humanos, temos uma coisa chamada esperança, que sempre vem acompanhada com a perseverança. Quando as duas estão juntas, ninguém - e quando eu digo ninguém, é ninguém mesmo, - nem a realidade, pode fazê-las desistir.
Uma luta liderada por essa dupla pode ter dois destinos: total sucesso, no qual o objetivo é alcançado, ou um tombo dilacerante, quando próximo do final, descobre-se que o objetivo final não estava lá, que toda aquela luta foi em vão.
Mas nós, incríveis humanos conseguimos nos reconstruir, mesmo que de pedaços, para novas batalhas. A minha pergunta é: qual o limite do nosso coração? Chega uma hora em que ele para de funcionar, assim como um brinquedo velho ou ele ressurge das cinzas novinho em folha? Até onde o nosso coração vai? Até onde, além do coração, a nossa mente pode aguentar?
Aprendi quem em papo de coração não existem extremos. Aquela questão da dualidade: uma coisa é uma coisa, e a outra coisa também é a outra coisa. O que eu quero dizer é que o nosso coração, talvez, depois de um tempo comece a funcionar de novo, talvez, lá no fundo ele tenha achado mais alguma energia daquela bateria velha. Ou ele simplesmente para, larga aquela duplinha pra fora e só decide fazer o que ele, cientificamente, tem que fazer: bombear o sangue para o corpo inteiro. Ou ele ainda consiga funcionar, em trupicos, depois de tantas quedas, porém continua firme.
Não existe resposta certa, você pode ter lido todos os livros, ter visto de tudo, mas você nunca tem uma resposta direita. Me pergunto qual deveria ser o próximo passo, se deveria largar o remo ou continuar remando. Ou simplesmente sair do barco. Várias respostas aparecem, várias pessoas tiveram várias experiências, mas nós sabemos que nada do que disserem torna a decisão mais fácil ou o medo de errar sumir.
Sabe, talvez seja por isso que nós vivamos sentindo saudades da infância, onde não tínhamos que fazer tais decisões e ter a responsabilidade de continuar remando. Ou quando eramos crianças, não viamos a hora de sermos adultos para experimentar a sensação de remar. Nós nunca estamos satisfeitos, nós devaneamos tanto em nossas outras opções, em nossas outras hipotéticas vidas, que acabamos não vivendo, não crescendo. Perdemos, sempre, a oportunidade de seguir em frente, preocupados com o futuro, e com passado que já se foi. Algumas vezes, por causa dessas preocupações, deixamos que alguém tome decisões por nós.
Acredito, humildemente, que temos que assumir os riscos. Chega uma hora em que, mesmo que a situação pareça perdida, devemos perseverar. Mesmo quando nada aponta para uma solução, temos que ter esperança. E, o mais difícil, quando vimos que uma situação não tem mais sentido, anda em círculos, temos que ter a coragem de pegar a tesoura e cortar o fio de ligação. Sacrificar. Temos que ter a coragem de admitir para nós mesmos que acabou e não podemos fazer mais nada. 
E nós, talvez um dia, saberemos se foi a coisa certa a melhor coisa a se fazer. As outras possibilidades somem quando você toma uma decisão e aquela opção passa a ser sua realidade. Fazer escolhas não é fácil, acertar é incrível, errar é doloroso. Mas só assim descobrimos quem somos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Inconstância




















Incrível como somos sensíveis pra algumas coisas e feito vidro para outras. Quando achamos que somos fortes, descobrimos uma coisa que nos faz feito cacos.
Quando penso no futuro, me imagino bem independente e feliz. Porém, quando criança, me imaginava uma menina de 20 anos bem diferente da que sou hoje. Não que eu não goste de quem eu seja, mas, talvez, não nos tornaremos quem esperamos ser. Talvez seus sonhos nem sejam seus sonhos, ou suas escolhas indicador de um bom caminho.
Pensamos que se formos bons e nos esforçarmos tudo acontecerá naturalmente. E acontecem. Inclusive mudanças. Tudo muda de lugar nesse meio tempo que temos entre o nascimento e a morte. Nunca considerei a ideia de mudar de sonhos. Sempre fui bem apegadas a eles. 
Mas e se os sonhos mudarem? E se o que importava perder a importância? É difícil aceitar tal atrocidade. Acreditamos que somos os nossos sonhos, e que só teremos sucessos se os realizarem. 
Realizar sonhos parece ser o objetivo de todos. Ter a aceitação de todos parece ser um objetivo. Porém, muitas vezes confundimos ideia de autenticidade com pulso firme, mesmo quando tudo mudou, você continua agarrado aquele mesmo pilar de certeza que sempre teve - pois, claro, você é firme nas suas ideias.
No meio desse mar de inconstâncias, nos perdemos e nos achamos múltiplas vezes. Algumas vezes nos surpreendendo nas perdas e desejamos ser outra pessoa. Repugnamos levianidades e preocupações esdruxulas, mas aceite: todos perdemos tempo com coisas inúteis. Como, por exemplo, perder o presente pensando demasiadamente no futuro. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Lágrimas de crocodilo


Há coisas que nos falam que não esquecemos. Talvez porque era uma verdade ignorada ou um defeito nunca percebido. Quando decidimos viver estamos expostos a tais atrocidades: verdades.
Mas mesmo assim, cabe a mim decidir o tamanho delas, decidir se dói ou não, ver as minhas verdades pelos meus olhos, não se importar com aquela opinião aleatória de quem pensa que sabe tudo. 
Eu não sou o projeto de ninguém, só de Deus. Alias, ele é meu maior apoio, Nessas idas e vindas de certezas ele nunca desaparece, mesmo que distante, ás vezes, ele está de olho em mim.
De olho, também, estão estranhos. Não estranhos de vista, mas estranhos de compaixão e de experiencia. Desculpe, mas aquela fase de precisar provar-se para o mundo passou, graças a Deus e a maturidade.  
Ser leve anda sendo meu maior objetivo. Não me deixar estragar pelas laranjas podres também. Não que eu seja especial, só não quero ter aquilo que me desagrada impregnado em mim por consequência de muita proximidade.
Quando sonho vejo outra realidade, uma mais leve, onde eu vejo o horizonte e Deus conduz a vela.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Algumas coisas que percebi



















Desde que voltei de viagem as coisas parecem estar pedindo para serem mudadas. Me afastar por um tempo me fez ver coisas que eu não via quando estava aqui. 
Aquela falta que eu sentia de amizades perdidas, meus erros que eu repassava na minha cabeça todo santo dia, meus sonhos sem limites e meus sentimentos explosivos. Essas quatro coisas foram se esclarecendo mais a cada vez que eu pensava sobre isso nesse contexto diferente que eu estava. Me fez ver que era tempo de mudanças e que coisas melhores estavam sendo colocadas nos lugares dos meus vãos antigos. Eu estou sendo preenchida com o melhor que Deus tem pra mim. 
Estou aprendendo a me valorizar e valorizar quem está ao meu lado, aprendendo que eu não consigo estar certa sempre, e que sim, a minha vida tem concerto. Estou experimentando um pouquinho de como é a verdadeira felicidade. Sem precisar de coisas materiais e de mendigar atenção de ninguém. 
Estou deixando pra traz tudo aquilo que pesava e não me deixava prosseguir. Algumas coisas que eu achava necessárias para minha caminhada revelaram-se descartáveis; algumas pessoas estão nesse meio. Observei que realmente existem pessoas que tiram o melhor de você e não estão nem aí; fingem que nada aconteceu.
Talvez a culpa seja minha mesmo, quem mandou cair de cabeça em tudo. Porém, agora tenho minhas cicatrizes como lembrete para tomar cuidado
Embora eu tenha me machucado bastante pelo caminho, não culpo ninguém por nada. São minhas cicatrizes e quem as fez teve seus porquês. Não julgarei mais, percebi que tenho defeitos demais pra isso. E outra, sempre que tentava ajudar alguém, acabava com alguma patada bem no meio da testa. Todos perdidos em seus planetas e eu tentando ajudar. Onde eu estava com a cabeça? Não em cima do pescoço.
Então, sim, ainda tenho esperanças de ter umas amizades de volta e até repensar uns sonhos que se perderam, mas não sofrerei mais por isso. Sou muito, muito grata por tudo que tenho agora e não ficarei perdendo tempo chorando pelos meus perdidos, não vale a pena.  

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Some words for someone



















Oi. Estou te escrevendo só pra te avisar que to com problemas no coração. Ele anda pulando por um cara. Bem parecido com você, aliás. Com esse mesmo tom castanho de olhos e cabelos meio acobreados que ficam parecendo chamas no sol. Ah, sem esquecer da risada solta e das manias engraçadas.
Ele também gosta de falar de curiosidades inúteis e do tempo. Gosta de combinar as meias com a camiseta e pentear o cabelo pro lado. Quando chove ele acha que é um crime sair de casa; acha que o chocolate quente fica mais saboroso nessa época. Discordo, não há nada mais saboroso do que um matte.
Ele implica com essas minhas pequenas manias de outro mundo e com a minha coleção de batom vermelho. Ele anda do meu lado como se fosse a coisa mais fácil do mundo e não tem medo de olhar nos olhos. Ele não torce pra nenhum time mas gosta de jogar Sudoku. Sim, o pior jogo inventado de todos os tempos - talvez, só talvez, ele tenha mal gosto para jogos.
Quando viajamos juntos com um grupo de amigos, ele ganhou uma cicatriz na mão direita no metrô movimentado de São Paulo. Percebi que tinha algo de diferente quando ele me puxou pra dançar naquele restaurante que eu não lembro qual no centro de cidade; só lembro que a música era daquelas que a voz do cantor é alta demais e a palavra baby e darling competem pra ver quem aparece mais na letra. O chão do lugar combinava estranhamente com as cortinas. Nós comemos um prato com condimentos demais e pedimos sorvete pra tentar salvar a noite. Acabamos comendo Doritos com Fanta no sofá do hotel assistindo aqueles filmes ruins da madrugada. Sempre sobre famílias estranhas. 
Quando me peguei falando sobre cada detalhe dele para todo mundo, fazendo planos de viagens e comprando cada coisa que me lembrava dele percebi que já era tarde demais para tentar reverter a situação. Fui caindo na rede dele, como quem se aconchega no sofá aos pouquinhos e acaba sonhando. Ele escuta todas as minhas especulações e me faz perguntas que eu não sei responder. Assim, aos pouquinhos, percebi que ele era meu número.
Como você sabe eu sempre transformo tudo e palavras; elas sempre me completam. Coloquei tudo em letras, construí pra você um esboço de como anda aqui dentro. Você me conhece de cor e de traz pra frente. Estou transbordando insegurança, como sempre, então estou te escrevendo. Me responda, talvez com uma daquelas suas perguntas que me deixam sem resposta ou até uma piada sobre meu batom vermelho. Saudades.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Conversa com a parede








































Quando a gente convive com a loucura e a insensibilidade todos os dias a gente luta pra não se acostumar e ficar assim também. Não se tornar aquele monstro que tanto nos aterrorizou. 
Cheguei a conclusão de que quem convive num espaço tão conturbado não tem como não se ferir, não tem como ficar alheio e a tudo e escapar das consequências. Ignorar nunca faz desaparecer.
A pior parte de tudo é ver, bem na sua frente, a situação não mudar. E você ali, com toda a sua insignificância apenas sendo um objeto da cena, sem importância. Dói, bem lá no fundo. Num lugar que já tem tanta cicatriz que agora a testa anda dando lugares pra elas. Ali, expostas, todos podem vê-las. Alguns especulam que é sua culpa, outros sentem pena.
Quando o sol bate todos podem ver com clareza meus olhos cansados e fundos combinando com as incertezas da minha cabeça. Olhos escuros, da cor da noite. Aquele olhar tipico de quem já teve suas esperanças esfregadas na lama tantas vezes. 
Aquela esperança que luta pra ficar viva, mas que sabe, coitada, que está sozinha nesse jogo. Ela já foi deixada de lado faz tempo por todos que já se acostumaram com o modo automático, só os tolos ainda guardam as suas. Os tolos sempre tolos. 
Os tolos nunca desistem, por maiores que as cicatrizes fiquem. Pois sabem que no final de tudo, ganha 
quem persiste, 
quem
quem sente.
Os tolos.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Manias


E essa mania de achar que estamos sempre certos? Essa mania de andar sem olhar pros lados ainda ia me levar a um grande tombo. Engraçado como e avida nos exige tanto de uma hora pra outra. Parece que foi ontem mesmo que eu me preocupava com que roupa ir na escola e agora tenho prazos de textos para cumprir e trabalhos enormes para desenvolver. A responsabilidade chega e as desculpas adolescentes saem pelos fundos; os dois não ocupam o mesmo espaço. Pena que ninguém me avisou que seria assim.
Na verdade, as maiores transformações que eu passei não tiveram avisos prévios, apenas chegaram tomando seus lugares e bagunçando tudo. Quando eu já estava me acostumando com uma e pondo tudo no lugar: PÁ, uma rasteira, a vida chegando pra quem mal tinha saído da fase okay-eu-não-me-importo-com-o-que-você-acha-de-mim. Entre tombos e surpresas, sonhos são desfeitos e a realidade é colocada na sua frente. Ela é diferente do que você pensava, não dá pra ignorar um negócio desse tamanho, você não supera isso apenas com um pulinho. 
Aquela frase de Amélie Poulain nunca fez tanto sentido. Sim, são tempos difíceis para sonhadores. Mas isso não significa que temos de desistir só porque alguém disse que não ia dar certo ou porque vimos o tamanho do problema; só que agora nós sabemos que o nosso happy ending não está logo alí, virando a esquina e não existem atalhos. Bom, existem, mas não são para todos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aquela hora



















Eu não sei definir exatamente o que eu estou vivendo. Tudo está sem importância e as minhas preocupações estão bem definidas: Deus, faculdade e ficar calma. 
O ano já começou com grandes desafios e eu me pergunto se conseguirei atingir todos eles. Olhando daqui parece meio impossível, mas, de alguma forma, eu tenho esperança que tudo vai dar certo.  Afinal, eu não tenho outra escolha.
Antes eu achava que fazer faculdade na minha cidade não me faria "crescer" tanto quanto se eu estivesse em outra cidade, mas estou aprendendo que somos nós que fazemos nossas oportunidades e que, se eu já estou sofrendo com essa "mordomia" de morar aqui, imagina se eu estivesse fora, sem meus amigos por perto e a minha cama.
Estou aprendendo como o feijão da minha mãe é essencial e aprender a deixar as coisas no passado. Estou tentando deixar a vida mais simples. Me afastando de pessoas que não me fazem bem e fazendo as coisas que eu acho certo. Isso pode parecer meio egoísta da minha parte, mas eu estou precisando disso; me fechar pra conseguir me reconstruir e refletir sobre muita coisa.
Uma das coisas que eu mais gosto e odeio fazer é pensar sobre o meu futuro e o que eu quero fazer. É desesperador olhar em volta e ver todo mundo seguindo um rumo e você lá perdido no meio da estrada. Li em algum lugar que 17 anos é muito cedo para decidir o que irá fazer pro resto da vida. 
Estive pensando sobre e isso e cheguei a conclusão de que se tivesse tirado meu tempo para pensar, talvez nunca fizesse nada, por sempre sentir que "ainda sou nova" e "não estou preparada". A verdade é que nós nunca estamos totalmente preparados. Chega uma hora em que você tem que mergulhar de cabeça mesmo, sem saber de tudo e arriscar. Acredito que ninguém tenha vivido uma vida cheia de certezas ou sabia sempre o que estava fazendo. Talvez dê errado; talvez você acabe num mar sem fim de incertezas, mas isso a gente já tem: o não. Nós temos que mergulhar com a certeza que vamos achar alguma coisa. 
Ó, chega uma hora que a gente se perde mesmo, mas acho que essa busca  nos torna quem somos e nos prepara para desafios maiores, afinal, ninguém quer ficar a vida toda no mesmo lugar...ou quer, sei lá, você que sabe. 
Só sei que ando meio perdida, mas não desisti de me encontrar. Talvez seja uma daquelas horas que a gente dá um perdido na vida e para de se definir por um tempo, só vive, só sente, só descobre. Vou sair e me procurar, talvez eu esteja em alguma rua por aí, tchau. 



terça-feira, 11 de março de 2014

Sobre aqueles malditos finais felizes





















Eu não sei porque d'eu ainda me estressar com os finais felizes. Acho que eu nunca vou me costumar com eles. Ainda espero que a mocinha se ferre e o mocinho fique com a moça má. Porque a vida é assim, na maioria das vezes.
Quando eu era criança, acreditava que quando crescesse descobriria que na verdade era uma princesa e que era muito rica. Droga de realidade, não? Estou aqui, no meu quarto com a parede descascada imaginando porque ninguém veio me buscar, me vestir um vestido rodado e me levar pra outro país. 
Pensando melhor, se aparecessem hoje tentando me colocar num vestido rodado, eu provavelmente daria um tiro. Já passei dessa fase, e outra: não estou mais afim de castelos, príncipes e vestidos. E eu também nunca ficaria bonita num vestido rodado, eu pareceria um bolo!
So, what's all about? Acho que não quero mais saber. Cansei de desvendar os mistérios da vida. Acho que vou fazer o que deveria estar fazendo faz um tempo: vivendo de verdade, sem pensar demais.
A vida, acredito, não é apenas sobre momentos felizes, sabe. E eu tenho que ficar me relembrando disso todo-santo-dia. Eu meio que gosto do difícil, aliás, daqueles momentos que não sabemos o que fazer. Pois é bem aí que a vida força a gente tomar decisões ou fazer loucuras mesmo. 
Estou me acostumando com a ideia de que: caras bonitos não ficam com as gordinhas estranhas e que nem tudo se resolve em menos de 50 minutos. The real life sucks, sometimes, but it's all we have tho.
It's time to start living in the real world, darling. Your real life is knocking on the door, go for it. You have a good life, and it's not going to get better if you just hang in there complaining about everything. It's time to make your life. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Foi bom te ver





















Pode entrar, entra pra ver como tudo mudou de lugar e como vai levar tempo pra arrumar tudo de novo. Você nem fazia ideia, né?! Pois é. Eu me invento de novo, sem problemas.
Senta aí. Gostei do que fez com seu cabelo, te deixou mais leve...Você sabe que sempre quis cortar o meu e mudar de cor, mas sempre deixo pra depois e o "depois" nunca chega.
Ah, e nessa de sempre deixar pra depois, acabei deixando tudo e estou aqui, nesse lugar no fim do mundo e sem nada.
Acho que me perdi do mundo, mas não tenho interesse de voltar não...Como anda todo mundo? Encontraram a felicidade ou andam buscando dinheiro em cada canto?
Estou um pouco atrasada mas percebi que você não era o que me faltava, sabe?! Você sempre seguiu sua vida sem se preocupar e eu percebi faz pouco tempo que a gente realmente nunca daria certo, por incrível que pareca. 
E aquela minha fixação por ter olhos azuis? Cai na real e vejo que prefiro ter olhos da cor da noite. Combina mais comigo.
Guardo nessa caixa tudo que me faz feliz, espalhei felicidade por aí também....o que me aborrecia joguei no mar e cada vez me lembro menos daquelas coisas. 
Sou feliz aqui, agora, nesse momento. Estou aprendendo a fazer meu mundo, construir meus caminhos. Cada um sabe o que traz no coração, cada um sabe o que faz. Você não é mais uma necessidade. Desculpa dizer, mas estou me libertando. Me sentindo mais leve, sem ter que te carregar. Aonde quer que eu vá lembrarei de você, mas te deixo aqui e vou. Se tiver aluma coisa pra me dizer, me manda um e-mail, respondo assim que puder. Ou não.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pretensões



















Eu nunca tive a pretensão de estar sempre certa. Nem acredito que alguém possa acertar sempre. Nem que essa pessoa pense mil vezes antes de falar e não aja por impulso. 
Eu sou muito estranha, sei disso. Sou agora e logo depois, não sou. Sou e deixo de ser num piscar de olhos. Acho que estou crescendo, definindo o que é prioridade e o que pode deixar pra lá.
Ando decidindo onde quero ir e quem quero levar comigo. Não estou fingindo mais, estou sendo o mais clara possível. Talvez esse meu jeito de agir incomode, mas eu estou fazendo o que deveria ser feito. Estou sendo franca, agindo de verdade. 
Posso me posicionar errado as vezes, sendo acida demais. Mas aprendi que quando apanhamos demais, ou a gente aprende a bater ou nada muda. Tudo afunda mais. Você afunda mais.
Não tenho certeza de nada, não quero estar sempre certa. Na verdade...não tenho certeza de quase nada.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Um ajuntado de palavras que virou um desabafo



















Sabe, não anda fácil viver esses dias. Cada hora uma coisa, uma pergunta, uma cobrança. Vou perdendo o ritmo e só quero ficar em casa. Não deveria ser assim. 
Carrego em mim muitas culpas, muitos passados. Ando com os passos pesados. Cansei de andar assim arrastada, quero me livrar de tudo isso e me sentir leve novamente. 
Estou crescendo e não estou deixando mais que meus sentimentos afastem-me de mim mesma ou dos meus sonhos. Opinião maldosa alheia está virando só um barulho de fundo; e assim como a rua barulhenta que fica atras da minha casa: estou desligando-os.  
Decidi parar de só ver meus problemas. Não vou guardar rancor. Focar só nos problemas faz mal pra gente e até esquecemos das coisas boas em volta. As magoas misturadas com os bons sentimentos acabam infectando tudo.
Dizem que não existe luz sem escuridão, certo? Dia e noite, não e sim, branco e preto. Problemas e horas felizes. A vida é assim mesmo, dizem. Uma hora cala, outra fala. E a vida vai levando. Não devemos focar apenas no escuro, mas saber que a luz uma hora vai chegar. Ás vezes a boca cala para o coração ter sua vez. Talvez esse seja o tempo de aprender, não falar.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Tabela do sucesso



















Não existe tabela do sucesso. Não existe "faça desse jeito que você será rico". Vamos enfrentar a realidade: Todos nascemos pobres; tanto de roupas quanto de pensamentos e escolhas. Vamos adquirindo tudo isso ao longo do tempo. Todos nascemos iguais, sem nada.
A esperança é o que nos move. Até quem não acredita que exista uma força divina, tem esperança. Acredita em dias melhores e que suas escolhas um dia darão fruto. 
 É claro que nem tudo dará certo, nem tudo dará fruto e toda as lutas parecerão que foram e vão. Mas não é bem assim. Tudo que fazemos tem uma reação. Ação e reação, hm? O que você fez pode não ter o resultado esperado, mas pode resultar em algo até melhor! Você pode não ficar rico, mas pode ajudar muita gente, já pensou? Penso que as ações mais simples são muito mais brilhantes e significativas do que algo caro; como um abraço, por exemplo. Imagina quantas pessoas tiveram suas esperanças reconstruídas por um abraço num momento difícil? 
Sei lá, antes eu achava que tudo era muito mais complicado do que realmente é. A gente vive, estuda que nem louco, pula, viaja, conhece pessoas novas...e voltamos pro mesmo lugar: dentro de nós mesmos. Só a gente sabe o preço de decisões e o peso da dúvida. 
Vai por mim, dinheiro nenhum poderá comprar experiencias que você não viveu enquanto estava preocupado com outras coisas que agora não valem nadinha. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Confissões



















Não consigo escrever. Não consigo escrever como está frio e eu queria que fosse assim pra sempre; como os dias de sol são necessários mas eu os dispenso. Não consigo escrever como os dias parecem voar e eu não consigo acompanhar. Não consigo escrever como sinto-me puxada para várias direções e ninguém parece notar que está errado. 
Não consigo. Me recuso a escrever sobre a maldade das pessoas. Me recuso a falar da intolerância. Da ignorância. 
Não consigo escrever como o tempo não para; tudo muda, mas continuamos vivendo como nossos antepassados. Não consigo.
Não consigo escrever sobre as expectativas desenfreadas, daquelas que até pulam o muro. Não dá. Não falarei das fofoqueiras também, pois isso seria uma fofoca. Opa.
Não falarei do desespero de decidir, não falarei como é sufocante.
Manterei minha boca fechada, não falarei nada.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A busca



















Sabe, eu sempre tentei me manter firme nos meus sonhos. Crescer e não ser influenciada. Mas eu descobri que tudo pode mudar de direção bruscamente e "feel like home". A gente muda, cresce, muda de opinião e é natural que seus sonhos mudem também, assim como suas necessidades. Não precisamos ficar presos em nós mesmos.
Estou aceitando mais mudanças e não ligando mais pra tanta cobrança; chega uma hora que você aprende a ouvir o que é bom e só escutar o que é resto. Tá tudo aí pra ser pego ou abandonado. 
 Uma coisa minima pode mudar tudo; um piscar de olhos e pum, tudo mudou. Pode ser uma conversa com um amigo ou até mesmo um texto na internet. 
Mas eu gosto disso, dessa bagunça; deixa a gente mais próximo da nossa busca pela luz. A jornada das nossas vidas não vem toda escritinha na nossa cabeça, a gente tem que descobrir; arriscar. Não podemos confiar em tudo que pensamos/achamos, pois quase sempre estamos errados. Por isso devemos olhar lá fora e ver o que se passa pra daí sim tomar decisões. 
Mudei, não sei se pra pior ou pra melhor, mas mudei. 
Fico aqui pensando no que a gente procura a vida toda e cheguei a conclusão que, na verdade, as nossas buscas meio que caem no mesmo lugar; a famosa busca por nós mesmos. Afinal, nenhuma outra busca vale a pena.
"Suas asas são grandes o suficiente."

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Going where the wind blows



















Cansei dessa brincadeira de montanha russa. Cansei de estar bem e de repente estar num túnel escuro novamente. Cansa, cansa muito. Tira a luz da gente.
Desejo que algum dia eu pegue o trem errado e acabe parando num lugar bem longe. Onde talvez eu possa ter meus ataques e não parecer o fim do mundo. Onde todo mundo assuma seus defeitos e não se comportam como um rei com suas coroas de boas maneira e comportamento impecável. 
Quando já se tem uma magoa a um tempo, até esquecemos onde ela está, pra por pra fora. Está ali, já faz parte de você. Por mais que você não queira. Aquela ferida feia bem no meio da testa.
Desisti de fazer entenderem. Que achem o que quiserem. Me usem para se sentirem melhores, mas quero ver onde vão parar com tudo isso. Queria saber quem seriam sem mim. Esse achismo todo, sem resposta pra nada; são um nada. Sentimentalmente falando. 
Fala, fala e fala, mas no final não diz nada; um discurso sem fundo e referencia. Me disseram uma vez que quando não se tem nada pra compartilhar, que fiquei quieto.
Não é fácil continuar caminhando quando que tiram seu caminho de você; tiram as placas de ajuda. Posso seguir qualquer caminho, realmente. Mas não sei onde estou indo, para onde essa estrada me levará.
É isso, estou jogando a toalha antes mesmo de entrar no ringue. Não disputo mais, estou desviando antes mesmo de me derem um soco. Já conheço essa tática de bater e assoprar. Cansei, perdi o folego depois tantas tentativas, não sei onde coloquei a vontade e a esperança. Jogo a toalha, antes mesmo de ser uma disputa.  
Tenho provas de tudo, mas são em formas de cicatrizes. Ninguém vai acreditar em mim, não é mesmo?

"Am I strong enough to walk on water, smart enough to come out of the rain? Or am I a fool going where the wind blows?"  

Manias



















Sabe, eu tenho uma mania muito ruim de esperar que as coisas se resolvam de um dia pro outro, que aconteçam num piscar de olhos. 
Tudo precisa de tempo pra acontecer, se acostumar com tudo e ter força de vontade para muda-las. Decisões, muitas decisões. As coisas só acontecem com aqueles que buscam, que se empenham e que "correm pro abraço"!
Mas você tem que ser paciente. E isso - de ser paciente - é uma coisa que a gente tem que exercitar todo dia.
Basicamente, tudo leva tempo.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Freeeeedom



Eu acho que todo mundo passa por isso, o sentimento de liberdade. Quando você finalmente sai da escola e vai viver conforme suas vontades (ou quase) e com essa nova vida vem o sentimento de que pode fazer qualquer coisa. As vezes isso pode ser assustador.
Liberdade demais assusta; nós precisamos de algumas rédeas de vez em quando.
Pular no vale do desconhecido parece encantador, misterioso e animador! Mas nesse pulo de liberdade se esconde o perigo: o mar lá em baixo. Lembra daquela frase do filme do Homem Aranha? "Com o poder vem grandes responsabilidades"? Eu a transcrevo para "Com a liberdade vem grandes responsabilidades". Você vai ter que aprender a nadar e decidir para aonde ir, se vai ou se fica. Todas as suas decisões, e as consequências delas, cairão sobre você, meu caro. Ninguém pode te ajudar a decidir nada; eles até podem dar opiniões, mas muitas vezes não ajuda em nada ou só pioram a situação, confundindo sua cabeça.
Mas como tudo, a responsabilidade tem seu lado bom.
Acredito que isso de arcar com as consequências sozinho te faz crescer imensamente. Você começa a pensar muito mais com a sua cabeça, se torna mais "único" - sai da bolha de concordo com o meu amigo - e assim, descobre que pode encarar qualquer coisa

sábado, 14 de setembro de 2013

Diferenças



















Constrangimento. Passamos por isso algumas vezes na semana...ou no dia. Sabe, antes eu costumava me preocupar demais com o que eu falava, como eu agia. Se eu falasse algo meio errado ficava pensando nisso um bom tempo depois!
Mas daí eu comecei a ter problemas. As outras preocupações começaram a chegar e tomarem seus lugares, daí comecei a ter outras coisas pra pensar, outras coisas pra fazer, outras coisas pra se preocupar! Além dessa bobeira que é de falar besteira pelos cotovelos. Alias, da onde veio essa expressão falar pelos cotovelos? Enfim.
Estou numa fase de aceitação da minha estranheza! :P Estou aceitando que não sei escrever como o Pessoa ou pensar como Aristóteles. Sei lá. Bem, não sei se é aceitação, se é defeito ou se é uma peculiaridade, mas percebi que as diferenças existem e eu sou uma parte dela; porque antes eu meio que via a diferença de longe, que eu não era diferente; que eu era um clichê.
Mas não me cobro toda hora. Não mais, agora eu só sou. Só vivo.
É isso aí, ando vivendo. Já é uma evolução. Ajo do jeito que der na telha, mas claro com bom senso; você entendeu.
Mas assim, eu percebi que eu não ia mudar, e as pessoas não iam me tratar de outra forma se eu não mudasse. "Life begins at the end of out comfort zone".
Mas importa mesmo como os outros me tratam?
Importa mesmo como eu me trato. Foi isso o que eu percebi também, que eu não me tratava como devia. Tantos errinhos que parecem pequenos, assim, olhando de longe; mas se a gente parar pra ver, só tropeçamos em pedrinhas pequenas, não é mesmo? Então decidi começar a parar com as coisinhas pequenas: usar mais leggings, prender o cabelo e rir do jeito que eu quiser. Essas coisas, sabe? Que a gente acha bobeira, mas que no final fazem uma diferença enorme. E assim, todo dia, aos poucos, de passinho em passinho, a gente muda, se torna mais a gente e nem percebe.  

terça-feira, 20 de agosto de 2013

30 dicas


















Olá! Então, eu decidi fazer um post com 30 dicas. Não sei se alguém já te falou mas sou A louca das listas, essa já é a segunda que eu faço em menos de uma semana! A outra lista aqui lá no Between Space and World, um blog que eu tenho com a minha amiga Júliaaa  Então, aqui estão as 30 dicas:

1. Não poste o dia todo no Instagram
2. Vá ao cinema sozinho
3. Leia um livro ruim
4. Converse com pessoas estranhas (mais do que eu)
5. Gaste dinheiro com bobeiras (não demais)
6. Não use parenteses
7. Use protetor solar
8. Tome chuva
9. Não fique gripado
10. Apoie as vontades idiotas do seu amigo
11. Não deixe seu amigo fazer algo estupido
12. Chore
13. Ria de coisas idiotas
14. Não critique
15. Tenha opinião
16. Mude de opinião
17. Aprenda Alemão
18. Leia a Bíblia
19. Cante músicas ruins
20. Seja confiante
21. Mas não demais
22. Tudo que é demais é ruim
23. Faça listas
24. Ame as pessoas
25. Ignore as pessoas
26. Peça um sabor diferente de sorvete
27. Se arrependa
28.Saia sem hora pra voltar
29. Me siga no tumblr
30. Não as minhas incertezas