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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Decisões








































Existem pessoas desnecessárias para o mundo, disso todo mundo sabe. Mas cabe a nós mesmos decidir quem tem papel principal na nossa vida e quem é apenas figurante.
Aprendi com o tempo a ignorar a fumaça, não a sugar pra depois cuspir em alguém sem culpa alguma. Muitas vezes ignorar é a melhor situação. É claro que você só aprende isso depois de tanto se desgastar absorvendo toda maldade que você é exposto. É tudo questão de saber tampar o nariz a tempo daquele cheiro ruim não te incomodar.
Mesmo que pareça injusto, depois, na hora que você encosta a cabeça no travesseiro e todas suas escolhas é tudo que te resta, você percebe está sozinha pra lidar com elas. Então não é tão injusto assim. Quando você começa a encarar a vida como sua vida, e suas consequências, você começa a parar de se importar com o que os outros pensam e começa a fazer as escolhas que você acha certo.
A gente percorre um longo caminho, mata um leão, cai na própria ignorância todo santo dia, então naturalmente chega um dia em que você começa a ter problemas de verdade e para de importar com aquelas coisas que te perturbavam antes. A insegurança adolescente acaba virando lenda quando você não tem mais a opção "dar pra alguém decidir pra mim". Você decide tudo e que se dane os outros. Você sabe o que está fazendo. Não se sente mais culpada de ser decidida e tomar as rédeas da sua vida. Afinal, a vida está aí pra ser construída e você não vai se deixar levar por quem perdeu sua chance e está tentando destruir a sua. Ou por quem só é negativo o tempo todo. Você só tapa o nariz e passa reto, deixando tudo isso que te incomodou um dia pra traz e segue em frente para novos desafios.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aquela hora



















Eu não sei definir exatamente o que eu estou vivendo. Tudo está sem importância e as minhas preocupações estão bem definidas: Deus, faculdade e ficar calma. 
O ano já começou com grandes desafios e eu me pergunto se conseguirei atingir todos eles. Olhando daqui parece meio impossível, mas, de alguma forma, eu tenho esperança que tudo vai dar certo.  Afinal, eu não tenho outra escolha.
Antes eu achava que fazer faculdade na minha cidade não me faria "crescer" tanto quanto se eu estivesse em outra cidade, mas estou aprendendo que somos nós que fazemos nossas oportunidades e que, se eu já estou sofrendo com essa "mordomia" de morar aqui, imagina se eu estivesse fora, sem meus amigos por perto e a minha cama.
Estou aprendendo como o feijão da minha mãe é essencial e aprender a deixar as coisas no passado. Estou tentando deixar a vida mais simples. Me afastando de pessoas que não me fazem bem e fazendo as coisas que eu acho certo. Isso pode parecer meio egoísta da minha parte, mas eu estou precisando disso; me fechar pra conseguir me reconstruir e refletir sobre muita coisa.
Uma das coisas que eu mais gosto e odeio fazer é pensar sobre o meu futuro e o que eu quero fazer. É desesperador olhar em volta e ver todo mundo seguindo um rumo e você lá perdido no meio da estrada. Li em algum lugar que 17 anos é muito cedo para decidir o que irá fazer pro resto da vida. 
Estive pensando sobre e isso e cheguei a conclusão de que se tivesse tirado meu tempo para pensar, talvez nunca fizesse nada, por sempre sentir que "ainda sou nova" e "não estou preparada". A verdade é que nós nunca estamos totalmente preparados. Chega uma hora em que você tem que mergulhar de cabeça mesmo, sem saber de tudo e arriscar. Acredito que ninguém tenha vivido uma vida cheia de certezas ou sabia sempre o que estava fazendo. Talvez dê errado; talvez você acabe num mar sem fim de incertezas, mas isso a gente já tem: o não. Nós temos que mergulhar com a certeza que vamos achar alguma coisa. 
Ó, chega uma hora que a gente se perde mesmo, mas acho que essa busca  nos torna quem somos e nos prepara para desafios maiores, afinal, ninguém quer ficar a vida toda no mesmo lugar...ou quer, sei lá, você que sabe. 
Só sei que ando meio perdida, mas não desisti de me encontrar. Talvez seja uma daquelas horas que a gente dá um perdido na vida e para de se definir por um tempo, só vive, só sente, só descobre. Vou sair e me procurar, talvez eu esteja em alguma rua por aí, tchau. 



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Hey



















Eu tenho tentado esquecer, viver tudo no agora e esquecer tudo, ser diferente e tudo. Tentar esquecer em que parte do meu quarto eu joguei minhas magoas e continuar em frente como se nada nunca aconteceu.
Mas aqui esta cheio de lembranças, parece que faz parte de mim. Eu quero deixar pra traz mas fica voltando a tona sem que eu mencione. Em uma conversa, uma foto, lá está. As memórias vêem como uma cachoeira. O que poderia ter sido. O que eu poderia ter feito ou o que você poderia ter feito. O que não ajuda muito, na verdade.
Tudo poderia simplesmente ir. Eu poderia tomar um banho e tudo descer pelo ralo; acabar parando no rio das más lembranças que querem ser esquecidas mas não vão embora..
Mas é claro que não é assim. 
Não posso deixar minhas magoas mal resolvidas jogadas por aí, tenho que pega-las, encara-las de frente e falar umas boas verdades. Falar que elas não me definem mais e não vão ditar como eu ajo. São outros dias, eu mudei, tudo mudou. Dizer que acabou, não tem volta, não tem como desfazer o que já foi feito. Só posso mudar minhas atitudes e deixar que o resto apenas exista.
Cansei das mesmas dores de cabeça, está na hora de viver coisas novas - e até me preocupar com novas. Está na hora de evoluir. Go ahead not be stuck.



sábado, 14 de setembro de 2013

Diferenças



















Constrangimento. Passamos por isso algumas vezes na semana...ou no dia. Sabe, antes eu costumava me preocupar demais com o que eu falava, como eu agia. Se eu falasse algo meio errado ficava pensando nisso um bom tempo depois!
Mas daí eu comecei a ter problemas. As outras preocupações começaram a chegar e tomarem seus lugares, daí comecei a ter outras coisas pra pensar, outras coisas pra fazer, outras coisas pra se preocupar! Além dessa bobeira que é de falar besteira pelos cotovelos. Alias, da onde veio essa expressão falar pelos cotovelos? Enfim.
Estou numa fase de aceitação da minha estranheza! :P Estou aceitando que não sei escrever como o Pessoa ou pensar como Aristóteles. Sei lá. Bem, não sei se é aceitação, se é defeito ou se é uma peculiaridade, mas percebi que as diferenças existem e eu sou uma parte dela; porque antes eu meio que via a diferença de longe, que eu não era diferente; que eu era um clichê.
Mas não me cobro toda hora. Não mais, agora eu só sou. Só vivo.
É isso aí, ando vivendo. Já é uma evolução. Ajo do jeito que der na telha, mas claro com bom senso; você entendeu.
Mas assim, eu percebi que eu não ia mudar, e as pessoas não iam me tratar de outra forma se eu não mudasse. "Life begins at the end of out comfort zone".
Mas importa mesmo como os outros me tratam?
Importa mesmo como eu me trato. Foi isso o que eu percebi também, que eu não me tratava como devia. Tantos errinhos que parecem pequenos, assim, olhando de longe; mas se a gente parar pra ver, só tropeçamos em pedrinhas pequenas, não é mesmo? Então decidi começar a parar com as coisinhas pequenas: usar mais leggings, prender o cabelo e rir do jeito que eu quiser. Essas coisas, sabe? Que a gente acha bobeira, mas que no final fazem uma diferença enorme. E assim, todo dia, aos poucos, de passinho em passinho, a gente muda, se torna mais a gente e nem percebe.  

domingo, 4 de agosto de 2013

Porque você está triste?


"It's ok not to be ok" Não lembro onde li isso, mas demorei um certo tempo pra entende-la. Hoje em dia tudo é tão corrido, sempre tá todo mundo correndo e assim, sempre tem aquela cobrança de se estar com um sorriso no rosto e tals. É impressão minha ou cada vez mais surgem músicas sobre festas e felicidade e pegação...E o resto? O resto não importa?
Cá entre nós: ninguém é alegria toda hora. Okay, okay, "O artista deve ter feito a musica com esse intuito mesmo, só ser uma música alegre". Beleza, mas esse não é o ponto. 
Você chega triste num lugar, escola, por exemplo, e você não está num dia legal, não tá afim de interagir e logo vem algum ser que você nem tem muita intimidade já perguntando o que aconteceu. Ás vezes você nem está triste, só está cansado da rotina mesmo ou pensativo, mas alguém vai te perguntar o que aconteceu. Não sei se é só comigo isso, mas não me perguntam o porque de eu estar tão feliz e sorridente quando eu estava.
Porque esse interesse na tristeza alheia? 
Isso sempre me estressou muito. Será paranoia minha? Pode ser, mas que é estranho é. Se você não está sorridente: aconteceu alguma coisa. Eu sempre respondi que "estou com sono". Não gosto de gente demais sabendo dos meus problemas, parece que eu estou plantando ele, sabe? Espalhando, fazendo questão de que saibam que eu estou mal, dando motivos para me relembrarem no futuro. "Ei e aquele problema, como tá?". 
Não curto, muita gente pode nem entender e sair tirando conclusões erradas e aí ferra tudo. Os amigos são outra história. Tem amigo "das horas tristes" que só tá lá quando te vê triste; amigo "só das horas felizes" que só está lá nas horas boas e tem O Amigo, que está lá sempre. (Clichê, oê)
Então, se me ver triste, sei lá, me faz rir, me fala coisa idiota, mas só não me pergunta se eu tô bem, se aconteceu alguma coisa. Tenta não me deixar do mesmo jeito que me encontrou. Só não tenta saber o porque, pois isso não vai mudar nada. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Não tão melhor amiga assim

















Amizades chegam ao fim e perceber isso é no minimo desestimulante. Memórias vem e vão, fazendo você se perguntar porque essas coisas parecem que foram só imaginação, olhando de agora. Não nos ligamos mais, nem trocamos mensagens.
Dai você se pergunta se foi sua culpa, esse distanciamento todo, se você respondeu algo errado ou ficou quieta quando deveria falar. Mas vai ver nem é isso. É que talvez algumas amizades acabam mesmo e só serviam pra te ensinar algo sabe? Então.
Eu tinha uma amiga, daquelas inseparáveis. Depois da escola uma ia na casa da outra, comíamos doce e andávamos de bicicleta. Até que ele teve de mudar de cidade. Sabe, foi bem difícil no começo, pois eramos inseparáveis, as pessoas até achavam que eramos irmãs ahaha Mas mesmo assim, ela foi embora, e eu fiquei (Até tentei ver se meu pai não poderia transferir o cargo dele pra cidade que ela iria mas não rolou ;P).
Hoje vejo que foi muito bom essa reviravolta toda. Percebi que ela não era tão melhor amiga assim..Pode ter sido um dia, mas não foi sempre. Com isso eu saí da caixinha e conheci outros melhores amigos, outros lugares e outras caras. Percebe que quando somos menores tudo gira em volta dos amigos? Ainda bem que isso muda.