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domingo, 19 de janeiro de 2014

Um ajuntado de palavras que virou um desabafo



















Sabe, não anda fácil viver esses dias. Cada hora uma coisa, uma pergunta, uma cobrança. Vou perdendo o ritmo e só quero ficar em casa. Não deveria ser assim. 
Carrego em mim muitas culpas, muitos passados. Ando com os passos pesados. Cansei de andar assim arrastada, quero me livrar de tudo isso e me sentir leve novamente. 
Estou crescendo e não estou deixando mais que meus sentimentos afastem-me de mim mesma ou dos meus sonhos. Opinião maldosa alheia está virando só um barulho de fundo; e assim como a rua barulhenta que fica atras da minha casa: estou desligando-os.  
Decidi parar de só ver meus problemas. Não vou guardar rancor. Focar só nos problemas faz mal pra gente e até esquecemos das coisas boas em volta. As magoas misturadas com os bons sentimentos acabam infectando tudo.
Dizem que não existe luz sem escuridão, certo? Dia e noite, não e sim, branco e preto. Problemas e horas felizes. A vida é assim mesmo, dizem. Uma hora cala, outra fala. E a vida vai levando. Não devemos focar apenas no escuro, mas saber que a luz uma hora vai chegar. Ás vezes a boca cala para o coração ter sua vez. Talvez esse seja o tempo de aprender, não falar.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Freeeeedom



Eu acho que todo mundo passa por isso, o sentimento de liberdade. Quando você finalmente sai da escola e vai viver conforme suas vontades (ou quase) e com essa nova vida vem o sentimento de que pode fazer qualquer coisa. As vezes isso pode ser assustador.
Liberdade demais assusta; nós precisamos de algumas rédeas de vez em quando.
Pular no vale do desconhecido parece encantador, misterioso e animador! Mas nesse pulo de liberdade se esconde o perigo: o mar lá em baixo. Lembra daquela frase do filme do Homem Aranha? "Com o poder vem grandes responsabilidades"? Eu a transcrevo para "Com a liberdade vem grandes responsabilidades". Você vai ter que aprender a nadar e decidir para aonde ir, se vai ou se fica. Todas as suas decisões, e as consequências delas, cairão sobre você, meu caro. Ninguém pode te ajudar a decidir nada; eles até podem dar opiniões, mas muitas vezes não ajuda em nada ou só pioram a situação, confundindo sua cabeça.
Mas como tudo, a responsabilidade tem seu lado bom.
Acredito que isso de arcar com as consequências sozinho te faz crescer imensamente. Você começa a pensar muito mais com a sua cabeça, se torna mais "único" - sai da bolha de concordo com o meu amigo - e assim, descobre que pode encarar qualquer coisa

sábado, 14 de setembro de 2013

Diferenças



















Constrangimento. Passamos por isso algumas vezes na semana...ou no dia. Sabe, antes eu costumava me preocupar demais com o que eu falava, como eu agia. Se eu falasse algo meio errado ficava pensando nisso um bom tempo depois!
Mas daí eu comecei a ter problemas. As outras preocupações começaram a chegar e tomarem seus lugares, daí comecei a ter outras coisas pra pensar, outras coisas pra fazer, outras coisas pra se preocupar! Além dessa bobeira que é de falar besteira pelos cotovelos. Alias, da onde veio essa expressão falar pelos cotovelos? Enfim.
Estou numa fase de aceitação da minha estranheza! :P Estou aceitando que não sei escrever como o Pessoa ou pensar como Aristóteles. Sei lá. Bem, não sei se é aceitação, se é defeito ou se é uma peculiaridade, mas percebi que as diferenças existem e eu sou uma parte dela; porque antes eu meio que via a diferença de longe, que eu não era diferente; que eu era um clichê.
Mas não me cobro toda hora. Não mais, agora eu só sou. Só vivo.
É isso aí, ando vivendo. Já é uma evolução. Ajo do jeito que der na telha, mas claro com bom senso; você entendeu.
Mas assim, eu percebi que eu não ia mudar, e as pessoas não iam me tratar de outra forma se eu não mudasse. "Life begins at the end of out comfort zone".
Mas importa mesmo como os outros me tratam?
Importa mesmo como eu me trato. Foi isso o que eu percebi também, que eu não me tratava como devia. Tantos errinhos que parecem pequenos, assim, olhando de longe; mas se a gente parar pra ver, só tropeçamos em pedrinhas pequenas, não é mesmo? Então decidi começar a parar com as coisinhas pequenas: usar mais leggings, prender o cabelo e rir do jeito que eu quiser. Essas coisas, sabe? Que a gente acha bobeira, mas que no final fazem uma diferença enorme. E assim, todo dia, aos poucos, de passinho em passinho, a gente muda, se torna mais a gente e nem percebe.  

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pé em dois barcos

Qual é o mais importante: fazer o que gosta ou largar tudo e conhecer novas coisas? É errado negar tudo o que acreditou? Tomar um banho e lavar suas crenças e ir em buscas de novas? Se contradizer? É pecado hoje gostar de azul e amanhã, de verde? Ou dos dois ao mesmo tempo?
O que mais escutamos por aí é "faça o você goste". Okay, mas e se eu gostar de outras coisas e nem saber disso? Se o meu hobby for me contradizer? ahah
Passamos a vida toda sonhando sonhos que as vezes nem é da gente. Passa a vida toda sonhando em ser alguma coisa e quando consegue: descobre que não era aquilo.
Descobri esses dias aí que não sou um clichê, como achei que era. Não somos somente a capa do livro, sabe? As vezes somos o livro todo, e talvez mais um extensãozinha. 
Somos criaturas estranhas, que hoje é e amanhã não é mais. Hoje canta e no outro dia se cala. 
Tá tudo bem ser assim. É aceitável ser você, por mais estranho que seja. Okay ser indeciso e confiante, tá? Você pode mudar de opinião. É permitido se contradizer.