domingo, 7 de junho de 2015

Sobre a fé


Eu sou fraca. Sou fraca quando não consigo seguir uma rotina e quando estou em uma também. Sou fraca quando continuo cometendo os mesmos erros sem perceber e quando continuo errando achando que aquela forma é o meu verdadeiro eu.
A questão é que todos somos fracos; isso não é mais uma desculpa. A não ser que você queira continuar nessa inconstância exaustiva que chamamos de "vida".
Como lidamos com a fraqueza? O que fazemos com ela? A reconhecemos e lamentamos; a reconhecemos e ficamos nela.
Ou essa fraqueza nos leva a Deus.
Não seria hipocrisia ficar correndo de volta para Deus assim que cometêssemos o pecado? Não. É nesse momento que deveríamos nos apegar mais a ele e crer nas suas promessas.
Eu anseio os dias em que serei livre dos pecados de hoje e serei a pessoa que quero ser.

quarta-feira, 27 de maio de 2015


PRÓLOGO

Quando eu era criança, sempre achei que seria famosa, então tudo o que eu queria era crescer. Na adolescência, em meio a tantas mudanças, tudo o que eu queria era escrever um livro muito bom e me sentir bonita. 
Eu nunca fiz sentido e nem procurei resposta pras minhas loucuras.  Sonhos sempre fizeram parte de mim. Mas sempre me perguntei por quanto tempo deveria esperar ou até onde eu iria por eles. O meu maior medo sempre foi de não realiza-los e de no fim da minha vida, estar sentada em uma cadeira de balanço amargurando por tudo que não fizera. Minha avó sempre me dizia: "Lola, você sonha muito alto, um dia eles mesmos te derrubarão e você vai lembrar dessa velha aqui te avisando..." E eu nunca escutava. Pra ela, meus sonhos sempre foram meus maiores defeitos, mas para mim eles eram o que me faziam.....eu. 
E tudo isso me trouxe aqui, num fim de tarde com o sol laranja se despedindo por traz dos prédios de Nova Iorque que eu tanto amava. 60th st x Brewster RD. O taxista esperava pelo meu destino e eu não sabia o que falar. 
60th st x Brewster RD.
Na verdade, no fundo, eu já sabia pra onde eu queria ir. Mas não sabia se conseguiria deixar passar tudo o que eu sonhei. Um sonho por outro sonho, certo? Não se pode ter tudo.
O taxista me encarava.
Respirei fundo e disse o endereço.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Confusion

I've tried to be strong, I swear. But everytime the strings get pulled, I just get destroyed. I try, everyday, to be a strong girl, a super woman. But I'm no super anything. I just try to live with my little pieces and some happyness I stll own.
I may be dramatic, but I'm just trying to keep looking forward. I'm trying to not let the doubts stop me. My lack of confidence is just a stone in the middle of the road.
Isn't crazy that right now the world still rotating and the sun will raise in the morning? Even when in the inside I feel from another world? It's scary how we end up in some places and we're not sure where we're going.
I don't believe in myself, sometimes I pretend I do. But I know that this is a big problem and I'm not the only one that doubt about my skills and promisses. I am willing to improve it; I just started it and I realize it's not an easy thing. It's a long road.
I'm tired of fighting. Although it's for my own growth. 
May the Lord help me.

domingo, 26 de abril de 2015

Sobre escolhas


Quanto tempo um coração continua amando alguém sem ganhar nenhum estimulo, ou que seja uma pontada de esperança? Quanto tempo um coração continua perseverante quando todas as setas apontam para o final?
Nós, estúpidos humanos, temos uma coisa chamada esperança, que sempre vem acompanhada com a perseverança. Quando as duas estão juntas, ninguém - e quando eu digo ninguém, é ninguém mesmo, - nem a realidade, pode fazê-las desistir.
Uma luta liderada por essa dupla pode ter dois destinos: total sucesso, no qual o objetivo é alcançado, ou um tombo dilacerante, quando próximo do final, descobre-se que o objetivo final não estava lá, que toda aquela luta foi em vão.
Mas nós, incríveis humanos conseguimos nos reconstruir, mesmo que de pedaços, para novas batalhas. A minha pergunta é: qual o limite do nosso coração? Chega uma hora em que ele para de funcionar, assim como um brinquedo velho ou ele ressurge das cinzas novinho em folha? Até onde o nosso coração vai? Até onde, além do coração, a nossa mente pode aguentar?
Aprendi quem em papo de coração não existem extremos. Aquela questão da dualidade: uma coisa é uma coisa, e a outra coisa também é a outra coisa. O que eu quero dizer é que o nosso coração, talvez, depois de um tempo comece a funcionar de novo, talvez, lá no fundo ele tenha achado mais alguma energia daquela bateria velha. Ou ele simplesmente para, larga aquela duplinha pra fora e só decide fazer o que ele, cientificamente, tem que fazer: bombear o sangue para o corpo inteiro. Ou ele ainda consiga funcionar, em trupicos, depois de tantas quedas, porém continua firme.
Não existe resposta certa, você pode ter lido todos os livros, ter visto de tudo, mas você nunca tem uma resposta direita. Me pergunto qual deveria ser o próximo passo, se deveria largar o remo ou continuar remando. Ou simplesmente sair do barco. Várias respostas aparecem, várias pessoas tiveram várias experiências, mas nós sabemos que nada do que disserem torna a decisão mais fácil ou o medo de errar sumir.
Sabe, talvez seja por isso que nós vivamos sentindo saudades da infância, onde não tínhamos que fazer tais decisões e ter a responsabilidade de continuar remando. Ou quando eramos crianças, não viamos a hora de sermos adultos para experimentar a sensação de remar. Nós nunca estamos satisfeitos, nós devaneamos tanto em nossas outras opções, em nossas outras hipotéticas vidas, que acabamos não vivendo, não crescendo. Perdemos, sempre, a oportunidade de seguir em frente, preocupados com o futuro, e com passado que já se foi. Algumas vezes, por causa dessas preocupações, deixamos que alguém tome decisões por nós.
Acredito, humildemente, que temos que assumir os riscos. Chega uma hora em que, mesmo que a situação pareça perdida, devemos perseverar. Mesmo quando nada aponta para uma solução, temos que ter esperança. E, o mais difícil, quando vimos que uma situação não tem mais sentido, anda em círculos, temos que ter a coragem de pegar a tesoura e cortar o fio de ligação. Sacrificar. Temos que ter a coragem de admitir para nós mesmos que acabou e não podemos fazer mais nada. 
E nós, talvez um dia, saberemos se foi a coisa certa a melhor coisa a se fazer. As outras possibilidades somem quando você toma uma decisão e aquela opção passa a ser sua realidade. Fazer escolhas não é fácil, acertar é incrível, errar é doloroso. Mas só assim descobrimos quem somos.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Algumas observações





























Todos temos um ponto da vida que achamos que não temos nada. Pensamos que tudo que nos rodeia é tudo o que temos e o que nos define.
Observando minha vida hoje, penso que se eu desaparecesse, muitas coisas continuariam iguais. O sol continuaria nascendo e New York continuaria sendo incrível. Se eu não existisse talvez aquele meu professor nunca teria imaginado que alguém conseguiria ser tão ruim na sua matéria como eu. Se eu não estivesse por aqui, meus amigos talvez nunca teriam imaginado como alguém poder ser tão confusa, estranha, inconstante e sonhadora como eu.
Eu não sou incrível, não mereço nenhuma série escrita sobre mim ou uma página no wikipédia. Meus defeitos sobressaem minhas qualidades e minha imaginação muitas vezes passa dos limites. As vezes penso que nunca terei um trabalho em que eu me sinta totalmente satisfeita e que onde eu estou hoje não é onde eu deveria estar.
Tenho essa vontade imensa de largar tudo e deixar meus confortos and get out there. Quando penso no futuro, não tenho mais certeza do que quero ver. Já me imaginei professora de inglês na universidade; uma escritora muito bem sucedida com um livro virando filme; uma atriz e cantora muito famosa; vivendo o sonho de "take New York"; ou sendo mãe de três e morando numa casa grande com um cachorro. 
Já imaginei várias Déboras, mas não faço a minima ideia de qual me tornarei ou qual é a certa. Sempre tenho perguntas circulando pelas minhas poucas certezas, mas não deixo que elas me parem mais. Sei que amo cheiro de chuva e de ver o dia nascer, de andar de bicicleta e do som do ukulele. Sei que não quero ficar presa nessa cidade minha vida toda e que meu lugar é onde Deus estiver comigo, e ele está em todo lugar. Então, o mundo inteiro é uma opção. Mas, a felicidade é algo que todos buscamos, acredito que ela nos faz ser esse poço de sentimentos ambulantes, cheios de dúvidas e curiosidades. A busca incansável por nós mesmos nos torna quem somos. Hm.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Inteira plenitude de Deus

Nós humanos não temos a capacidade de entender o sobrenatural de Deus. Tudo é possível para ele. O sobrenatural é natural para Deus! Não há nada difícil para Ele! Deus tem o poder para fazer tudo aquilo que imaginamos, ou melhor: fazer algo maior ainda. Como eu amo meu Pai!
Mas, por que ainda caímos no pecado? Quando estamos caminhando para a vontade dele tudo fica mais difícil e temos a tendencia a desistir?
Nossa natureza é fraca. Precisamos tanto de Deus que nem percebemos. Minha sede por santidade vem crescendo por um tempo. Entendo que preciso passar pelo meu vale, mas esse lugar parece infinito. Sei que tenho que aprender muitas coisas, então confio em Deus. Como diz a Bíblia, "passarei pelo vale e não temerei mal algum, porque tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam."
Nós acreditamos que pela nossa fé Deus existe. Porém, Deus produz a existência da nossa fé! A Incredulidade de que algo pode acontecer conosco não está enraizado na ausência de fé. A raiz da incredulidade está enraizado na incerteza do quanto ele nos ama. Ele nos ama! E o amor de Deus não é algo que nós, pobre humanos, entendemos. Talvez esteja aí as nossas duvidas; como pode existir um amor tão grande, e eu, tão defeituosa, sou alvo dele? Eu, que quase ninguém nota, ser filha do Rei do mundo? Se a nossa fé não serve para nos fazer crer no grande amor de Deus por nós ela não vale pra quase nada. 
Deus não te ama pelo que você é ou pelo que você é capaz de fazer, ele nos ama por quem Ele é, por que Deus é amor. E ele não muda! Nada do que nós fazemos pode fazer com o que ele nos ame mais, e nada do que nós fazemos pode fazer que ele nos ame menos. Se a minha consciência me condena, maior e Ele que a minha consciência.
Talvez nós ficamos frustrados quando tudo dá errado porque nos preocupamos com o que Deus tem para nos dar. Com que família sonhamos, com que faculdades queremos. Mas e quem Ele é? Quem Ele é além do que ele pode nos  dar? Nosso pai é um Deus de milagres, mas mais importantes que milagres: Ele quer você! Ele quer a nossa vida para encher de alegria que vai além da compreensão! Saborear a plenitude de Deus, cara, imagina isso! Quando tivermos isso, tudo mais nos será acrescentado. 
A fé racional - pensamento positivo - não move montanhas. A fé sobrenatural é dom de Deus. Se você precisa de mais, peça a Ele! E permita que a fé que ele depositar no seu coração suba a sua mente, renove a sua mente.
Passamos boa parte da nossa vida preenchendo nossos vazios com coisas e pessoas, e as vezes nem percebemos! Mas tudo o que precisamos está em Deus. O reconhecimento de ninguém preenche o vazio. Lealdade aos seus problemas familiares, também não vai preencher seu vazio. Seu vazio é do exato tamanho de Deus.
Deus quer nos levar a uma nova dimensão espiritual, porém, para isso poder acontecer temos que olhar para o nosso vazio e admitir que estamos carentes. Lembrem-se: Deus não quer que você apenas assista histórias extraordinárias, ele quer que você VIVA histórias extraordinárias.

INSPIRADO NA PREGAÇÃO DE BIANCA TOLEDO 
NO CULTO MULHERES DIANTE DO TRONO - 28/05/2014 

sábado, 7 de março de 2015

Discernimento


As vezes me contradigo com o mundo. E as vezes comigo mesma. Isso anda acontecendo tão frequentemente que anda deixando de ser uma surpresa. Eu diria que ano passado foi um ano de descobertas. E esse é o ano de superações.
Superar medos, vergonhas e impossibilidades. O maior desafio está dentro da nossa mente. Superar os nossos próprios limites exige muita força de vontade. Superar aqueles pensamentos corriqueiros, jogar pro lado aquela forma que você queria se encaixar é algo que todos procuramos, né?
Mas será quer nos levamos a sério o bastante para ir até o fim? Para não nos importar mais com o que dizem? Ou mais: não nos importar com as expectativas e definições de certo/importante dos outros?
Quando nos comprometemos com a mudança esquecemos que não trata só da gente, mas de uma mudança de ponto de vista, tanto de você mesma quanto com a importância do que te falam. Se não tomarmos cuidado com o que escutamos e o que "digerimos" acabaremos cheias de coisas desnecessárias, opiniões subversivas e sem espaço para suas próprias coisas.
Não que seus amigos e parentes não sejam importantes, eles são! Mas nós sabemos que os que muitas vezes te colocam pra baixo ou acabam com suas expectativas são os que estão mais perto. Não podemos esquecer que alguns conselhos vem a calhar, mas também tem aqueles que são resultados de frustrações pessoais do outro impedindo que você realize as suas. Seja grato pelas pessoas a sua volta, mas seja grato também pelo seu discernimento.