quinta-feira, 29 de maio de 2014

Manias


E essa mania de achar que estamos sempre certos? Essa mania de andar sem olhar pros lados ainda ia me levar a um grande tombo. Engraçado como e avida nos exige tanto de uma hora pra outra. Parece que foi ontem mesmo que eu me preocupava com que roupa ir na escola e agora tenho prazos de textos para cumprir e trabalhos enormes para desenvolver. A responsabilidade chega e as desculpas adolescentes saem pelos fundos; os dois não ocupam o mesmo espaço. Pena que ninguém me avisou que seria assim.
Na verdade, as maiores transformações que eu passei não tiveram avisos prévios, apenas chegaram tomando seus lugares e bagunçando tudo. Quando eu já estava me acostumando com uma e pondo tudo no lugar: PÁ, uma rasteira, a vida chegando pra quem mal tinha saído da fase okay-eu-não-me-importo-com-o-que-você-acha-de-mim. Entre tombos e surpresas, sonhos são desfeitos e a realidade é colocada na sua frente. Ela é diferente do que você pensava, não dá pra ignorar um negócio desse tamanho, você não supera isso apenas com um pulinho. 
Aquela frase de Amélie Poulain nunca fez tanto sentido. Sim, são tempos difíceis para sonhadores. Mas isso não significa que temos de desistir só porque alguém disse que não ia dar certo ou porque vimos o tamanho do problema; só que agora nós sabemos que o nosso happy ending não está logo alí, virando a esquina e não existem atalhos. Bom, existem, mas não são para todos.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sonhos e certezas



















Troquei de cor favorita e mudei o caminho que eu fazia todos os dias. Deletei as músicas que eu gostava e procurei outras.
Andei trocando umas certezas por sonhos e me sinto bem assim. Não exigirei tanto de mim mais, farei o meu melhor, mas agora ficarei satisfeita. Me convenci que não existe formula para realizar os sonhos e que a vida adulta chega pra todo mundo.
Nunca estou 100% vazia, meus textos estão aqui, registrados. Talvez camuflados em frases confusas que ninguém entende, só eu, mas mesmo assim. Será bom saber, lá no futuro, como eu pensava nessa época mais confusa.
Sobre ser adulta: ainda estou insegura. É como andar de saltos, me sinto estranha, dói, mas parece certo, se encaixa melhor em certas situações. Não dá pra ser sempre a garota de all star.
Experimentar novas coisas me deixam com medo, mas empolgada. E eu adoro isso. Ouvi dizer que todo começo de nova fase é assim.



Fase de Pensar





















Vivo numa dessas quase toda semana. A pior parte de tudo é não saber se estou indo pelos trilhos certos ou se nem era pra seguir viagem; talvez só fosse pra parar e observar a paisagem. 
Tenho particularidades com o overthinking e não entender muito sobre assuntos profundos para os outros. Olhando de fora parece tão simples, assim como os outros olhando de fora os meus problemas, para eles, parecem simples. "Você não entende". Talvez eu entenda melhor do que ninguém, pois eu os vivo.
Então, depois de tanto observar e ver que ninguém - muitas vezes - entende ninguém, parei de julgar. Bom, não exatamente julgar, mas....é que a vida é tão mais do que isso. Se alguém te entende: ótimo. se a pessoa não te entende: ela não é obrigada. Não a force demais, isso não é justo. E cá pra nós, todo mundo tem uma história diferente e chegaram aqui por caminhos diferentes, acredito que achar alguém que interprete seus problemas da mesma forma que você aproxima-se de uma descoberta. Não que eu ache que isso nunca aconteça, longe de mim duvidar da vida, é só que nós exigimos demais de tudo e de todos, menos de nós mesmos. Ninguém é obrigado a nada e não estão errados se não te entenderem. "Eles deveriam me tratar melhor" "Hoje deveria estar chovendo" "Esse professor só pode estar de brincadeira" "Ela realmente disse isso ou" "Ela não deveria agir assim". 
Cut 
the 
crap
Ninguém é perfeito. Obvio que isso não significa que esteja permitido ser um inconsequente sem escrúpulos, mas você entendeu. Cada um vive sua histórias e sabe quais caminhos passou e por onde não quer voltar, então pare de tentar fazer todo o mundo entrar na sua caixinha. Andei pensando e realmente temos uma mania de carregar os problemas por aí como se eles fossem essenciais. Pois não são; estou deixando tudo na estrada e seguindo em frente. Tchau

Palavras

Minhas palavras fugiram. Antes elas praticamente choviam na minha frente, mas agora eu que tenho que ficar caçando goteiras por aí.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Aquelas palavrinhas



















Eu sempre gostei de tentar me entender, justificar minhas atitudes e meus momentos de silêncio que nem se me perguntarem quanto é um mais um eu responderei. Percebi que coisas obvias muitas vezes me irritam, e nem adianta me perguntar pois não sei porquê. 
A vida trata de dar tantas voltas, e eu, trouxa, achei que comigo não aconteceria. Achei que estava num caminho sem retorno e que de agora em diante eram só caminhos novos e planos. Pois é, dei de cara no chão, como sempre. Tudo isso parece sem sentido e, acredite, está muito mais confuso pra mim. 
Sempre achei estranho me definirem, principalmente pessoas que eu não conheço muito bem. Teve uma época que meu eu exigia definições externas de mim mesma para que eu pudesse me situar, mas agora eu acabei me perdendo e soltei meu eu dentro dessa caixinha de palavras intitulada "Débora" e agora está tudo misturado. Tudo grudou em mim. 
O modo como me vêm é quem eu sou? Quem eu passo ser é como eu quero ser lembrada? Quando mais de uma pessoa pensa algo a meu respeito que eu não concordo muito, fico preocupada. O meu passatempo agora anda sendo tirar de mim as palavras que não me agradam e deixando apenas aquelas que me "representam". Dizem que definir é se limitar, pois bem. No momento só estou definindo meus defeitos e dificuldades; minhas poucas qualidades eu deixo num canto e me preocupo com elas depois. Não preciso ser quem querem que eu seja.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Direção



























Estou tomando as rédeas da minha vida, estou no controle de tudo agora. Ou quase. A sensação é libertadora, mas ao mesmo tempo sinto um frio na barriga, um tal de nervosismo que eu sempre tive mas nesses dias anda num grau elevado. 
Partindo de hoje não estou mais apoiada apenas nas minhas pequenas certezas, achando que a vida me deve algo. Ando por ruas desconhecidas e pego ônibus sem destino. Conduzo, agora, o percurso pro futuro e eu decido por onde ir. Tudo que me atrapalha ou só faz barulho estou colocando pra fora, deixando na beira da estrada pra tomar seu próprio caminho. É assustador, mas gosto desse sentimento de ter que construir meu caminho e segui-lo sozinha. 
Nunca achei que era assim, estar rodeada de pessoas mas cada um num mundo diferente; todos apenas com um fator mutuo: a sede de desbravar caminhos e vontades diferentes. Se desafiar e superar as barrerias, não só encará-las e dizer que parece impossível, mas ir lá e provar a bruma de novas experiencias. Nada mais eficaz do que aprender caindo bem de cara no chão.
Estar no controle de tudo é purificador e tem seus riscos, mas a melhor parte dessa loucura toda é que você decide quando parar.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Colecionar palavras




















Saudades de escrever, pegar meus feijões, fazer um aglomerado de emoções e por na mesa pra todo mundo ver. Eu sinto escrevendo; pondo em palavras tudo parece mais concreto. Um pedacinho do meu coração vai em cada palavra. 
Tudo é bem calculado, faço isso e aquilo, durmo agora e acordo daqui uma hora. Sinto que estou ficando quadrada. Tudo está automático, tenho essa necessidade de pegar um par de asas e fugir pra qualquer lugar. Talvez nunca mais voltar. 
Mas tem algo que me prende, talvez seja a realidade. Ando querendo vida de adulto mas nem saí das fraldas direito. Independência é um longo e batalhado caminho que não se adquire da noite pro dia. De sonho em sonho vou me aproximando da minha realidade, cada dia dou um passo mais próximo do futuro. Parece um longo caminho, olho pra traz e vejo que já caminhei bastante, superei barreiras e enfrentei medos, mas o caminho á frente parece cumprido. Cada dia um passinho, parece pouco, mas me mantém em movimento. 
Andava sufocada com palavras que precisavam ser postas pra fora, então eu joguei algumas repetidas e guardei as outras. Agora me sinto leve pra continuar; posso voltar a colecionar palavras.